Evento:SIMBrasil - Salão Brasileiro da Indústria da Moda e de Confecções Data: 12 a 15 de Setembro de 2007 Local: Pavilhão de Exposições do Parque Barigui - Curitiba - PR Promoção:Porhus Eventos
O setor têxtil e de confecções possui um grande destaque no conjunto da economia nacional. Hoje participa com 4,7 % do PIB nacional e oferece emprego direto a 1,5 milhão de pessoas. Se considerado somente o PIB Industrial este índice sobe para 13,5%, contribuindo com uma receita bruta anual de US$ 27,9 bilhões. Esta participação é representada por 18.797 empresas de confecções, 3.305 indústrias têxteis e outras 23 unidades de fibras e filamentos.
Distribuída em vários pólos nacionais, a indústria têxtil brasileira exerce papel importante também no cenário mundial. Este segmento ocupa hoje o sétimo lugar mundial na produção de fios e filamentos, oitavo em tecidos planos, terceiro em malhas e sétimo em artigos confeccionados. A participação no comércio internacional, entretanto, ainda é muito pequena. Mesmo ficando entre os 20 maiores comerciantes de têxteis do mundo, o Brasil representa apenas 0,2% do comércio mundial. O distanciamento entre a importância do Brasil como produtor e exportador de têxteis deve-se ao longo período em que o país viveu sob o regime de mercado fechado e não alinhado com a Organização Mundial do Comércio.
A partir da abertura de mercado, com a entrada dos importados, e a estabilização da moeda instalou-se um novo padrão de concorrência na indústria têxtil do Brasil. Como conseqüência, enquanto os segmentos de fios e tecidos mostram uma forte concentração industrial, com a redução no número de unidades produtoras e a conseqüente perda de empregos, o segmento confeccionista apresenta uma crescente pulverização de indústrias, sem perda de postos de trabalho. Isto se deve ao fato de que as indústrias de fios e tecidos, para se tornarem competitivas, estão cada vez mais dependentes de investimentos em equipamentos e tecnologia, enquanto que as confecções dependem basicamente da oferta de matérias-primas e mão de obra abundante e bem treinada.
A necessidade de redução de custos, imposta pelo acirramento da concorrência, vem exigindo cada vez mais ganhos de produtividade, que estão sendo obtidos com os investimentos realizados na modernização do parque fabril.
De acordo com um estudos recentes, o mercado brasileiro e o consumo de têxteis contribuíram de forma positiva para uma reação do setor. Ao longo da ultima década o mercado consumidor brasileiro apresentou um significativo aumento em seu potencial de consumo, graças a expansão de sua população e da renda per-capita das pessoas.
A produção têxtil, entretanto, não acompanhou este crescimento, registrando uma queda de 5% em seu volume per-capita. Parte desta queda se deve à entrada dos importados, além das dificuldades dos produtores brasileiros em ampliar seus volumes, devido às restrições importas pelos elevados custos de capital, que limitam investimentos. Apesar disso, o consumo per-capita apresentou uma significativa expansão na década, passando de 8,27 kg/habitante, para 9,50 kg/habitante.
A elevação destes indicadores leva a concluir que existe uma demanda reprimida de artigos têxteis e confeccionados, no Brasil, que ajudará a garantir as condições necessárias à expansão da produção local.
Com base nos resultados que estão sendo definidos, o setor têxtil apresenta projeções bastante positivas para os próximos anos. A taxa de crescimento na produção registrada no último ano, próxima a 20% nos principais segmentos, não deverá se repetir nos próximos anos, uma vez que a base de comparação foi baixa. Mesmo assim será positiva.
Já as exportações poderão alcançar um crescimento médio de 20% em valores, e as importações, deverão ficar em torno de 12%, impulsionada pela demanda crescente por matérias primas artificiais e sintéticas. Por outro lado, o nível de ocupação das instalações produtivas está próximo ao limite, o que certamente exigirá uma boa dose de investimentos.
Um maior otimismo para expansão só não destacada porque o Brasil ainda oferece uma série de deficiências, que vão além das restrições tecnológicas. Boa parte de seus problemas são de origem estrutural, comuns aos diferentes segmentos produtivos e de difícil solução a curto e médio prazo.
O setor de confecções pode até ampliar sua produção, sem depender de grandes investimentos. Mas, para isso, precisa de grande oferta de matéria prima, especialmente tecidos de fibras artificiais e sintéticas, onde deficiência. A tendência das exportações brasileiras é migrar para o produto acabado.
Outro aspecto a ser considerado é que a importação de matérias primas deve ser tratada como elemento chave na busca da competitividade da cadeia têxtil. Exemplo disso é a China. Grande importadora de matérias primas, mas, por outro lado, um dos maiores exportadores mundiais de artigos confeccionados. Além disso, a importação também representa uma espécie de regulador dos preços para os produtos fabricados internamente.
2. Objetivos
Através de um trabalho amplo e de pesquisa o projeto prevê a realização para 2007 de uma feira dirigida e especializada, que divulgará as indústrias ligadas a cadeia produtiva do vestuário e confecções, com seus produtos elaborados, colocando em contato direto com lojistas.
Embora o evento se proponha a uma abrangência nacional, o foco principal é a Grande Curitiba, região hoje com mais de três milhões de habitantes, de bom poder aquisitivo, grande rede de lojas de roupas, confecções e acessórios e ausência de indústrias ligadas a este segmento. Por outro lado, indústrias têxteis e de confecções de diversos estados brasileiros possuem grande interesse na efetivação de negócios com lojistas locais, mas carecem de local para expor sua linha de produtos, obrigando tanto industrial de vários estados como lojistas da Grande Curitiba a se deslocar para eventos em outras cidades a fim de acompanhar tendências de moda, e efetivar negócios.
Com mais de 15 mil lojistas do segmento têxtil, confecções e acessórios, a Grande Curitiba constitui-se em um dos principais mercados consumidores do País, tendo um público garantido para o evento, com poder multiplicador em várias outras regiões do estado e do País. Torna-se assim um local privilegiado para a indústria da moda vender sua imagem e concretizar negócios, servindo também como opção para abertura de novos mercados fora do País e distribuição no exterior.
3. Moda Brasileira
O mercado da moda destaca-se como um dos setores mais dinâmicos e competitivos da economia. Isso porque é globalizado, de circulação de informações intensa e veloz, com efeitos de sazonalidade bem demarcados, além da altíssima diferenciação de produtos e revendas, com concorrência intensa nos diversos nichos.
Um nicho desse mercado está devidamente representado pela indústria do vestuário, a qual proporciona ampla heterogeneidade, pois pode ser divida por mercado consumidor dentro de classes de renda, sexo, idade entre outros. O segmento de vestuário é composto das classes de roupas: íntima, esporte, praia, gala, social, lazer, infantil e especiais, como as de segurança, profissionais e proteção.
O ciclo de produção do setor é composto de diferentes etapas: design, confecção de moldes, gradeamento, elaboração do encaixe, corte e costura. As confecções recebem o tecido pronto, muitas vezes não compram diretamente das indústrias, mas do comércio atacadista. Outra alternativa são os tecidos importados, via importação direta ou através de um atacadista local.
Na fase anterior à costura, como não há necessidade de manusear o tecido, há avanços tecnológicos, como a utilização dos sistemas CAD/CAM e dos dispositivos de controle numérico. Os benefícios obtidos são redução no tempo do processo produtivo, no desperdício de tecido, além de flexibilidade para alteração de modelos.
A costura, principal etapa do processo, é responsável por 80% do trabalho produtivo. Nessa fase, são encontradas dificuldades, retardando avanços tecnológicos no campo da automação industrial, restrições ligadas às características do tecido, como sua maleabilidade. Essas características contribuem para a existência de um enorme número de empresas com diferentes portes, que buscam conquistar espaços específicos para atender à diversificação da demanda.
O emprego no setor destacado é fortemente influenciado pela sazonalidade, decorrente do fator moda. Destacam-se três fases distintas:
• Novembro a março: observa-se uma queda no nível de emprego em novembro, após a entrega da coleção de verão. Nesse período, o movimento ocorre no setor comercial;
• Março a setembro: denota pequeno aumento no nível de emprego, com a produção da coleção de inverno;
• Setembro a novembro: evidencia-se elevação significativa do nível de emprego, em função da produção da coleção verão e para as festas de final de ano.
Os principais canais de distribuição do setor de confecção, no Brasil, são o comércios atacadistas, as grandes redes de varejo, o pequeno comércio de varejo, as cooperativas e instituições governamentais, outras indústrias e outros clientes em geral.
O relacionamento predominante entre os vários elos da cadeia têxtil-confecção não é de parceria. Existem dificuldades de comunicação e negociação, especialmente entre as indústrias têxteis e as de confecção. Entre eles, não há uma grande divergência de interesses, a começar pelo nível de proteção governamental.
4. Perspectivas
As empresas brasileiras do setor têxtil e de confecções precisam hoje ganhar produtividade, melhorar a qualidade dos produtos e oferecer respostas mais rápidas aos pedidos dos clientes.
Apesar da modernização do parque industrial, com o aumento do emprego de equipamentos flexíveis, a principal estratégia de concorrência das empresas – tanto têxteis quanto de confecções – continua sendo o preço. Para adequarem-se a um novo patamar de preços, tendo em vista a concorrência das importações, as empresas necessitam rever os custos e suas políticas de preços. A modernização e o acréscimo da concorrência estimulam a oferta de produtos de qualidade.
Seguindo-se ao preço, a qualidade e a capacidade de diferenciação de produtos – atendimento a demandas de pequenos lotes – figuram como importantes estratégias de concorrências. Outros fatores importantes são as comercialização de marcas, prática comum no setor, e a valorização do design, que tende a ser reforçada, dada a grande entrada de produtos estrangeiros para atendimento dos segmentos mais exigentes do mercado.
Para maior reconhecimento do nosso trabalho, há a necessidade de aumentar o número de estilistas além da elevação de lojas com design de produtos brasileiros.
O atendimento no balcão das lojas de confecção e tecidos é responsável por 75% da escolha pelo produto. Por isso, há necessidade de vendedor treinado e com a mínima noção de moda - As regiões Norte e Centro-Oeste são os melhores mercados consumidores de confecção do País. Há dois anos a participação da região Norte na produção nacional de confecções foi de 2,2%. No ano seguinte, caiu para 1,6%. No Centro-Oeste, o índice de participação foi de 0,9% e 1,3%. De acordo com a Associação Brasileira de Vestuário (Abravest), a média da demanda foi de 3,9% no Norte e de 3,3% no Centro-Oeste.
Os dados apontam uma excelente oportunidade de negócios para quem trabalha com esse setor, que movimenta um trilhão de dólares por ano no mundo. Entre exportações e importações, são mais de US$ 1 bilhão por dia no mundo. No Brasil, o mercado de confecções fatura US$ 21,4 bilhões por ano.
Muitas empresas desse segmento têm alta rentabilidade, mas o dinheiro acaba ficando no estoque. É preciso trabalhar sempre com um planejamento senão o empresário fica sem capital de giro. O dinheiro em caixa é fundamental para qualquer setor, mas o comércio de confecções exige um cuidado maior. Isso porque o tempo médio entre a pesquisa de tendências, produção, distribuição e venda de novas peças de roupa leva de 6 a 7 meses nas grandes indústrias. Essas empresas necessitam de muito capital de giro para suportar um intervalo tão grande. As pequenas, chamadas de pronta entrega, demoram 90 dias para fazer lançamentos. Mesmo assim, se faltar dinheiro em caixa, correm o risco de ficar no vermelho.
Apesar das nuances, o comércio de confecções é um bom negócio, principalmente para pequenas e médias empresas. Segundo o Instituto de Estudos em Marketing Industrial (IEMI), cerca de 97% de nossa produção é feita nas indústrias de pequeno e médio porte. Há dois anos havia 13.070 empresas de pequeno porte, 5.174 de porte médio e 552 de grande porte para atender uma demanda de 9,5 peças de roupa por ano para cada brasileiro. É um mercado tentador também para a produção informal que responde por 9,7% de tudo que é fabricado no País.
A indústria de confecções também inclui meias e acessórios, e produz 9,53 bilhões de peças por ano. Apenas de vestuário, são 4,78 bilhões de peças.
Com esses números, o Brasil é o sexto maior produtor têxtil do mundo, mas está longe de ser um dos grandes exportadores. O País não está nem entre os 30 maiores exportadores. A produção brasileira não é vendida lá fora por falta de vocação do empresariado, além das dificuldades que todos conhecem com logística e custo de exportação.
5. Descrição Detalhada das Atividades no Projeto
1. Detalhamento de um cronograma de atividades, formas de acesso a informações das empresas, parcerias e apoios necessários para a efetivação do trabalho;
2. Definição do trabalho da equipe e viabilização comercial;
3. Formação de uma estrutura específica para divulgação, com detalhamento de parceiros e etapas de trabalho;
4. Contatos com os principais pólos industriais ligados a área têxtil e de confecções, com viagens programadas a regiões de maior representatividade;
5. Criação de um sistema de tele marketing para divulgação e convite a visitantes e lojistas;
6. Envio de malas diretas e comunicação via correspondências;
7. Lançamento oficial da Feira.
6. Metodologia
O evento estará respaldado pela ampla experiência da Lettech Editora na produção de revistas, Anuários e Guias voltados a este segmento, nos últimos nove anos, juntamente com o trabalho da Porthus Eventos na realização de eventos também setorizados como Rodadas de Negócios internacionais e seminários técnicos ligados ao setor têxtil e de confecções. Soma-se a isso um Portal via Internet, com acesso www.infotex.com.br que mantém estreita ligação com este público há mais de quatro anos.
Com base nos bancos de dados disponíveis e nos contatos já efetivados para outras ações comerciais, estaremos nos focando aos principais pólos industriais do setor, com a atração de industriais e confeccionistas para expor seus produtos. Em uma Feira específica, objetivando de imediato ao público da Grande Curitiba e se estendendo as outras regiões do Brasil de atração de visitantes e lojistas.
A partir da formatação de um grande banco de dados, tanto de indústrias com interesse em negócios no Paraná, como de lojistas com objetivo de atualização na sua oferta de produtos de moda e acessórios, é possível preparar várias ações de marketing, objetivando o sucesso do evento.
7. Características da Feira
• Nome: SIMBrasil -Salão Brasileiro da Indústria da Moda e de Confecções
• Periodicidade: anual
• Local: Pavilhão de Exposições do Parque Barigui - Curitiba - PR
• Público Dirigido – Lojistas
8. Resultados Esperados
Com a realização da Feira esperamos incluir o Paraná definitivamente no calendário anual de grandes eventos do setor, com o lançamento e divulgação local da moda que será novidade aos lojistas. É o momento também de aproximar fabricante e lojista para a troca de informações sobre produtos, mercado, tendências e outros fatores que interessam diretamente a ambos, bem como transmitir aspirações e desejos do público consumidor.
Para uma maior aproximação com o público final é possível evoluir a Feira para disponibilizar um dia aberta ao público. A realização de desfiles de moda e tendências, focadas, sobretudo em produtos de empresas expositoras é outra opção viável. Com isso fecharíamos à cadeia de consumo, com a produção e oferta por parte da indústria exposta em seu stand, a compra e formação de estoque por parte do lojista e o desejo de consumo por parte do público que terá acesso ao lojista.
9. Viabilização
Como forma de facilitar o trabalho de comercialização e viabilização, definimos um sistema de quotas, com patrocínio exclusivo por parte de algumas empresas participantes, e a venda de espaço para exposição de indústrias e confeccionistas de vários locais do País. Para agilizar o processo de montagem e organização da feira e facilitar a participação da empresa expositoras podem propor três modelos de stands já com montagem. No custo final já estaria incluído este serviço previamente aprovado pelo expositor, facilitando sua participação além de reduzir seus custos no evento.
Como forma de estímulo á comercialização podemos ainda oferecer:
• Produção de catálogo oficial com todas as empresas participantes e distribuição gratuita;
• Campanha de divulgação e marketing em mídia dirigida e grande público
• Divulgação em veículos de comunicação, sites e malas diretas de entidades envolvidas diretamente ou indiretamente ao evento;
• Outdoors, anúncios, e divulgação dirigida;
• Releases e entrevistas em publicações dirigidas e de grande público
• Banner e link de acesso a home-page em sites específicos ;
• Divulgação de material promocional em eventos nacionais.