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A escassez das reservas petrolíferas mundiais e de outros combustíveis fósseis e seus derivados como o carvão mineral e o óleo diesel, é atualmente uma das maiores preocupações das nações. A comunidade científica, principalmente nos centros de estudos tecnológicos dos países hegemônicos, que basearam seus projetos de desenvolvimento nos combustíveis fósseis, está desenvolvendo estudos sobre mudanças radicais nas estratégicas e de novas matrizes energéticas.
Neste cenário, o Brasil com suas características naturais, reúne todas a condições de se livrar da incômoda dependência do petróleo e seus derivados. No Brasil é possível preservar as reservas naturais e delas extrair energia pura e renovável e a partir desta disposição privilegiada da natureza, conquistar a autonomia, soberania e se transformar no principal fornecedor mundial de energia boa e limpa.
A energia que o sol irradia sobre a superfície do continente brasileiro em um dia, equivale a energia produzida em 24 horas por 360.000 mil usinas hidrelétricas do porte da Itaipu. A energia da biomassa é renovável e limpa, não polui, não acaba. A energia verde pode nos deslocar do Terceiro Mundo para a posição de país de ponta.
Por muitos anos, o Brasil vivenciou uma situação de incertezas políticas, econômicas e sociais, com sérios comprometimentos à atividade produtiva. Este panorama gerou hábitos imediatistas como armas de sobrevivência frente à concorrência. Hoje, o Brasil apresenta uma performance econômica estável, fortalecida pelo processo de abertura, figurando ao mercado internacional, como um novo horizonte.
Nesta condição, a modernização torna-se prioridade, já que o mercado competitivo exige seriedade no planejamento, seja a médio ou em longo prazo.
Torna-se imperativo a oferta de infraestrutura para dar suporte ao desenvolvimento. Na maioria das regiões do país, entre os fatores determinantes de muitos projetos, está a oferta de energia. Em segmentos como a agroindústria e a indústria de base florestal, o processo de desenvolvimento possui estreita relação com sua capacidade de gerar soluções próprias. Um destes aspectos é a geração de energia a partir de sua própria atividade.
O Brasil possui aproximadamente 66% de seu território coberto por florestas. Este percentual é reconhecido pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento, como um dos mais altos do mundo. Entretanto, o Brasil é responsável por uma taxa de conversão de uso do solo de 0,6%, considerado baixo.
O país possui ainda a maior biodiversidade e reserva de florestas tropicais do mundo, além de grande participação nos recursos silviculturais de florestas temperadas plantadas. No segmento primário, as fronteiras agrícolas ganham cada vez mais espaço, com sistemas de plantios de grandes áreas em culturas de soja, milho, algodão, arroz, cana de açúcar, entre outras. |
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A crise energética que nos últimos anos vem atingindo diretamente a maior parte dos estados brasileiros confirma a forte dependência dos recursos hídricos. A busca por fontes alternativas de energia mostrou-se uma necessidade prioritária que precisa ser implementada. Alguns segmentos oferecem opções vantajosas e econômicas para auxiliar no aumento da capacidade de geração de energia no país.
O grande volume de resíduos produzidos pelas indústrias madeireiras e moveleiras, em sua maioria, sem uso racional, é determinante para ações que visem incentivar alternativas viáveis e de baixo custo para que as indústrias aproveitem estes resíduos para a geração de energia.
Sua abrangência, entretanto, estende-se também a outras matérias primas abundantes como bagaço da cana de açúcar, resíduos de arroz, cítricos, soja e, em muitos casos, o lixo urbano.
Estima-se que apenas 45% de toda matéria prima utilizada pela indústria de base florestal é transformada em produto comercial. Aproximadamente 20 milhões de toneladas de resíduos florestais no Brasil, somente em serrarias, não têm aproveitamento racional ou econômico, sem citar outras culturas. Atualmente, todos os projetos para reduzir os desperdícios e aproveitar os resíduos gerados em qualquer processo produtivo estão sendo incentivados.
Há muito interesse em incentivar o uso da biomassa para a geração de energia. Pouca informação falta de incentivo, limitações no processo produtivo ou tecnológico e ausência de motivação junto ao empresariado, são algumas das dificuldades enfrentadas.
O II Congresso Internacional de Bioenergia será o fórum de discussões sobre o aproveitamento racional dos resíduos das indústrias de base, colocando frente a frente técnicos e especialistas de vários países que utilizam esta tecnologia com sucesso que podem ser naturalmente adequadas às diferentes regiões e padrões de projetos brasileiros. |
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O número potencial de participantes, com a oferta de equipamentos, acessórios, suprimentos, tecnologia e serviços, superam 500 empresas. Muito maior, é o número de empresas, instituições, cooperativas e municípios que poderiam ser beneficiados com o incentivo e a oferta de tecnologias adequadas para a geração de energia a partir de recursos da biomassa.
Segmentos de abrangência que estarão participando do evento: |
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Fabricantes de geradores, motores, sistemas, controle e transmissão; |
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Indústrias de descascadores, picadores, briquetes, facas industriais, etc; |
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Fabricantes de estufas, secadores, caldeiras, sistemas de aquecimento, exaustores, componentes e peças; |
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Máquinas para o transporte e movimentação de resíduos agrícolas, madeira; |
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Empresas de componentes, pneus, lubrificantes, ferramentas, embalagens, etc; |
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Máquinas de corte de toras e processamento primário de madeira; |
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Tratores, carregadores, forwarder, acessórios e componentes; |
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Caminhões, camionetes, veículos utilitários, e seus acessórios; |
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Empresas de consultoria, assistência técnica e planejamento; |
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Empresas ligadas à energia, fios, cabos, equipamentos, transformadores, controladores, torres de transmissão, etc; |
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Sistemas de comunicação, telefonia, centrais, etc. |
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Por ser um tema prioritário no conjunto da economia nacional, os interesses se estendem a vários segmentos da indústria, comércio, agricultura e órgãos públicos.
O perfil dos participantes do II Congresso Internacional de Bioenergia concentra: empresários, técnicos pesquisadores e estudantes, além de profissionais das áreas de agricultura, madeira, painéis, móveis, silvicultura, agroindústria, cooperativas, indústrias de sucos, álcool, empresas de geração de energia e distribuidoras, assim como lideranças governamentais, prefeitos, secretários estaduais e municipais de agricultura, meio ambiente, ciência e tecnologia, universidades, institutos tecnológicos, fornecedores e prestadores de serviços públicos. O universo do setor agroindustrial será um dos grandes beneficiados com o evento.
Em especial regiões que aliam fatores importantes com: grande oferta de resíduos de biomassa e/ou limitações na oferta de energia elétrica, gerarão individualmente ou com a formação de parcerias e ou cooperativas, iniciativas importantes como forma de garantir a oferta futura no fornecimento de energia elétrica, aliviando a concentração sobre as diferenciações regionais.
Também produtores, fornecedores e usuários de tecnologias voltadas a biocombustíveis e biodiesel para uso industrial ou automotivo. |
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Um evento de proporções internacionais exige uma estrutura de apoio alicerçada no conhecimento, experiência e troca de informações.
O trabalho integra dirigentes de entidades promotoras e patrocinadoras responsáveis pelas diretrizes básicas, atuando com respaldo estratégico e político-econômico no evento.
A definição do temário, bem como, seus respectivos palestrantes, contarão com o apoio e indicação de renomados professores de Universidades e técnicos de conceituados centros de pesquisa, que abrangerão todos os temas ligados ao assunto Bioenergia e afins.
Será montada uma estrutura de marketing, que atuará diretamente no processo de organização, viabilização econômica, confecção e produção do material de apoio necessário à viabilização do evento.
A coordenação estará a cargo da Porthus Eventos, que tem sua sede em Curitiba, oportunizando assim a viabilização e desenvolvimento de todo o processo de realização e organização do evento que contará com o apoio de várias entidades e universidades a nível nacional. |
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O II Congresso Internacional de Bioenergia acontecerá no Centro de Eventos CIETEP/FIEP em Curitiba no estado do Paraná no período de 12 a 14 de junho de 2007.
O espaço contempla um auditório bem equipado com cadeiras confortáveis e sistema de sonorização e climatização, com capacidade para 800 pessoas, onde acontecerão as palestras e painéis sobre o tema Bioenergia.
No pavimento inferior do Pavilhão de Exposições Horácio Coimbra, espaço anexo ao Centro de Eventos CIETEP/FIEP, estará sendo montada uma área de exposição com diversos stands, para efetivar a participação de empresas patrocinadoras, apoiadores técnicos, universidades, centros de pesquisa, prestadores de serviços e entidades ligadas ao tema principal do evento.
O caráter internacional do evento exige divulgações prévias, facilitando agenda e planejamento de técnicos e empresas e, principalmente, sensibilizando empresários e autoridades sobre a importância deste tema para desenvolvimento sustentável. |
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O Congresso Internacional de Bioenergia teve sua 1ª edição realizada em outubro de 2004 em Campo Grande estado do Mato Grosso do Sul - Brasil.
O evento discutiu as opções e tecnologias existentes no Brasil, através do uso da Bioenergia, Biodiesel e outras fontes alternativas não poluentes, atualizando o conhecimento e as pesquisas em relação às tecnologias de ponta vigentes em outros países, visando superar os desafios da sustentabilidade e continuidade dos programas já desenvolvidos no Brasil.
O evento concentrou mais de 640 participantes, entre empresários, técnicos, pesquisadores, estudantes e profissionais das áreas de geração de energia e distribuidoras, álcool e cana-de-açúcar, agroindústrias, madeira, móveis, silvicultura, cooperativas, indústrias de sucos, bem como, lideranças governamentais a nível estadual e nacional ligadas ao meio ambiente, agricultura, ciência e tecnologia.
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