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O Brasil constitui-se num dos mais promissores países do mundo com potencial para expansão rápida de uma forte e consistente base florestal. Detentor da maior floresta tropical do mundo, o Brasil sofre a pressão para preservação destas áreas, ou, no mínimo, seu uso através de um eficaz sistema de manejo florestal. Por outro lado, as condições de clima e solo favoráveis permitem o desenvolvimento rápido de grandes maciços florestais em regiões do sul e sudeste do país, através da introdução de espécies exóticas.
O Pinus, neste caso, surge como uma grande alternativa. Com uma área total de 1,8 milhão de hectares plantados no País, o Pinus caracteriza-se como uma espécie já completamente adaptada às condições brasileiras e de grande potencial para expansão. A cada dia inovações estão sendo introduzidas visando melhor aproveitamento desta espécie.
No período 2003/2004, o consumo de toras de Pinus no Brasil alcançou 42 milhões de m³, o que representou uma taxa média de crescimento da ordem de 7% ao ano, desde o início da última década. A indústria de serrados é o principal segmento consumidor de toras de Pinus no país, representando 48% da demanda atual (20 milhões de m³/ano). O segmento de papel e celulose é responsável por uma demanda anual de 12 milhões de m³ e a indústria de painéis de madeira consome cerca de 8 milhões de m³/ano.
Decorrente de um grande impulso, na forma de incentivo fiscal, a partir do final da década de 60, o Pinus se expandiu e passou a ser utilizado em todos os segmentos da indústria de base florestal, aliviando a pressão pelo consumo de madeiras nativas do norte do Brasil. Entretanto, a necessidade crescente da indústria pela matéria-prima básica – a madeira – está projetando limitações futuras na oferta desta espécie.
Os estudos para melhoramento genético, aumento de produtividade, adequação a usos e processos são realidades que permitem uma maior expansão na área de reflorestamento. Paralelamente, os avanços conquistados em outros países são de grande valia para o crescimento e qualificação do processo de beneficiamento e adequação ao produto final.
Nesta edição, o Grupo REMADE – Promotor estará contando com a participação e colaboração da EMBRAPA FLORESTAS e da Universidade Federal do Estado do Paraná – UFPR como Co-Promotores do Congresso Internacional do Pinus a realizar-se em Curitiba-PR no período de 12 a 14 de setembro de 2006.
Em pesquisa informal realizada em eventos setoriais da madeira e do mobiliário como a Fimma, FIQ, Fenam, Femade, e outros, onde estavam presentes empresários e profissionais da área da indústria e da área de máquinas e equipamentos, ficou comprovado o interesse em incentivar o uso adequado da madeira de Pinus, bem como o incentivo para o aumento de plantios, especialmente no sul e sudeste do País.
A realização da 2ª Edição do Congresso Internacional do Pinus, que também irá contar com a presença de técnicos e especialistas de vários países que introduziram inovações e melhoramentos silviculturais e que se utilizam de tecnologias avançadas no processo de beneficiamento da madeira, torna-se uma ação oportuna no sentido de avaliar o atual estágio desta espécie no Brasil, bem como projetar sua evolução e participação no mercado nacional e internacional.
O Congresso Internacional do Pinus passa a ser o possível fórum de discussões sobre a evolução desta espécie, incentivando ações que visem crescimento de áreas de plantio, aumento de produtividade, além de colocar frente a frente tecnologias brasileiras adequadas a diferentes regiões e diferentes padrões de projetos.
Os problemas enfrentados pelo setor e suas possíveis soluções são aspectos que serão fortemente debatidos. Aliado a isso, a adequação do produto às necessidades do mercado, bem como a abertura de mercados alternativos, são opções que as indústrias do setor necessitam para continuar crescendo.
A indústria de base florestal possui hoje forte dependência da matéria prima de espécies de Pinus. Madeira serrada, painéis, móveis, papel e celulose calcaram seu desenvolvimento voltado ao incentivo desta espécie. Entre alguns dos números que expressam este potencial temos:
- Consumo anual de 42 milhões de m³ de toras de Pinus;
- Cerca de 1,8 milhão de hectares plantados;
- Concentração de 57% dos plantios nos estados do Sul do Brasil;
- Atinge pleno desenvolvimento entre 20 a 25 anos de plantio;
- Somente a indústria de serrados consome 20 milhões de m³ por ano, representando 48% da demanda atual;
- Com o eucalipto, o Pinus possui quase o dobro do consumo de florestas nativas;
- Espécie perfeitamente adaptada às condições brasileiras;
- Mais de 20 espécies adequadas e com plantios no País.
- Responsável por 4% das exportações brasileiras em 2003
Os participantes do Congresso estarão concentrados em empresários do setor da madeira, móveis, painéis, papel e celulose; técnicos e profissionais destas áreas, silvicultores, reflorestadores, agricultores, agroindustriais, cooperativas, empresas de comércio exterior, fabricantes de máquinas e equipamentos para trabalhar madeira, estudantes e pesquisadores. Também são participantes governantes estaduais, prefeitos, secretários de agricultura, secretários de indústria e comércio e secretários de meio ambiente de municípios interessados em incentivar plantios florestais em áreas locais ou consorciada com agricultura e pecuária, mesmo em pequenas propriedades rurais.
A participação de técnicos e profissionais de centros de pesquisa, escolas e universidades também é muito importante no sentido de aproximar usuários com inovações que estão sendo introduzidas e podem contribuir de forma significativa para o desenvolvimento desta espécie ou de seu beneficiamento no País.
O evento irá acontecer no Pavilhão de Exposições Horácio Coimbra no CIETEP/FIEP de 12 a 14 de setembro de 2006, localizado na Avenida Comendador Franco, 1341 – Jardim Botânico em Curitiba-PR, muito próximo do estado que representa o centro dos principais plantios do país, que é Santa Catarina.
O local escolhido para a realização deste evento, possui uma infra-estrutura adequada a um evento deste porte, acesso facilitado a participantes de todo o País e exterior e poderá oportunizar que participantes de todas as regiões do país, bem como de empresas voltadas ao plantio e beneficiamento da espécie de Pinus, incluindo produto final para o mercado externo, participem do Congresso Internacional do Pinus.
Além de uma infra-estrutura com auditório para a apresentação das palestras, o local também conta com área para exposição, onde estarão pequenos estandes de empresas patrocinadoras, apoiadores e prestadores de serviços nesta área. Também é possível a participação de indústrias ligadas ao tema, com o objetivo de ofertar produtos e efetivar possíveis contatos comerciais, servindo como ponto de apoio para rodada de negócios de produtos de Pinus.
Para as universidades, centros de pesquisa e entidades promotoras será disponibilizado um local na área de estandes para apresentar o estágio de evolução na pesquisa do setor, formação profissional e coleta de sugestões.
O período de realização do Congresso Internacional do Pinus será de 12 a 14 de setembro de 2006 na cidade de Curitiba-PR.
Um evento de proporções internacionais exige uma estrutura de apoio alicerçada no conhecimento, experiência e troca de informações. Assim, defini-se o trabalho com três grupos:
- Comitê Diretivo;
- Comitê Técnico;
- Marketing e Organização.
O Comitê Diretivo será formado por dirigentes das entidades co-promotoras ou patrocinadoras que definem as diretrizes básicas e o enfoque que o evento deverá tomar. Alem disso, atuam como definidores do respaldo político-econômico do evento, sua abrangência e solução de eventuais impasses decorrentes do processo de organização.
O Comitê Técnico define o temário, com as respectivas palestras que serão apresentadas e seus respectivos palestrantes. Também farão controle e seleção dos trabalhos que serão apresentados durante o evento.
O terceiro grupo irá atuar no processo de organização, viabilização econômica, marketing, confecção e produção de todo o material de apoio necessário à viabilização do evento. A coordenação estará a cargo da Porthus Eventos de Curitiba.
Efetivamos parcerias institucionais junto a diversas entidades e universidades ligadas ao tema proposto, tais como:
- ABIMAQ – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos
- ABIMÓVEL – Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário
- ABIPA – Associação Brasileira da Indústria de Painéis
- ABPM - Associação Brasileira de Preservadores de Madeira
- ABPMEX – Associação Brasileira de Produtores e Exportadores de Madeiras
- ABRAF – Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas
- ABTCP – Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel
- ACEF – Associação Catarinense de Engenheiros Florestais
- ACR – Associação catarinense de Empresas Florestais
- AGEFLOR – Associação Gaúcha de Empresas Florestais
- APRE – Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal
- ARESB – Associação dos Resinadores do Brasil
- ASBR – Associação Sul Brasileira de Empresas Florestais
- BRACELPA – Associação Brasileira de Celulose e Papel
- CBCN - Centro Brasileiro para Conservação da Natureza e Desenvolvimento Sustentável
- CEDEFOR - Conselho de Desenvolvimento Florestal do Mercosul
- CEXPAR – Instituto Centro de Comércio Exterior do Paraná
- CT & CM – Centro de Tecnologia y Construcción con Madera – Tucumán/Argentina
- EMBRAPA Florestas
- FACIAP – Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná
- FATEC - Fundação de Apoio à Tecnologia e Ciência
- FIEP – Federação das Indústrias do Estado do Paraná
- FUPEF - Fundação de Pesquisas Florestais do Paraná
- Grupo REMADE
- IPEF – Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais
- IPPEX –Instituto Paranaense de Promoção às Exportações
- IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo
- Portal Celulose On Line
- Renabio - Rede Nacional de Biomassa para Energia
- Revista da Madeira
- RITIM – Red de Instituciones de Desarrollo Tecnológico de la Industria Maderera
- SBAG - Sociedade Brasileira de Agrossilvicultura
- SBEF – Sociedade Brasileira de Engenheiros Florestais
- SBS – Sociedade Brasileira de Silvicultura
- SEIM – Secretaria de Estado da Indústria do Comércio e Assuntos do Mercosul
- SIF - Sociedade de Investigações Florestais
- SIMADEIRA PR – Sindicato das Indústrias da Madeira do Estado do Paraná
- SINDIMADEIRA RS – Sindicato das Indústrias da Madeira do Estado do Rio Grande do Sul
- SINPESC – Sindicato das Indústrias de Papel e Celulose de Santa Catarina
- UFPR – Universidade Federal do Paraná
O evento tem como propósito não só discutir as opções e tecnologias existentes no Brasil, mas sim acompanhar o que já vem sendo feito em outros países. Com isso há necessidade de palestrantes ou convidados do exterior, especialmente de países que estão tecnologicamente e mercadologicamente mais adiantados que o Brasil, como o Chile, França, Itália, Alemanha, e Estados Unidos.
Além de palestras técnicas pode-se abrir espaço para que indústrias de máquinas e equipamentos e centros de pesquisa possam divulgar seus avanços durante o evento, através de trabalhos e estandes específicos.
Torna-se, portanto oportuno ter o apoio de entidades internacionais que poderão auxiliar no temário a ser debatido durante o Congresso, bem como poderão contribuir com experiências já em andamento ou indicar tecnologias disponíveis nesta área. |